Studio Dialeto: conexões que transformam territórios

Networking Ambiental reúne pessoas, projetos e iniciativas no Jardim Botânico para fortalecer uma cultura de resiliência em Juiz de Fora.

 

Wanessa Bittar apresentando na Casa Ambiental

O Jardim Botânico da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) recebeu, no dia 8 de agosto, o Networking Ambiental – Natureza, Poesia e Conexão para a Cultura da Resiliência, iniciativa da Rede Criativa de Juiz de Fora (RECRIA JF) voltada à aproximação entre pessoas, organizações e iniciativas comprometidas com o desenvolvimento socioambiental do território.

Realizado das 9h às 12h, o encontro reuniu formadores de opinião, lideranças comunitárias, representantes de instituições, agentes sociais e pessoas interessadas em sustentabilidade, cultura, inovação e desenvolvimento territorial. A proposta foi criar um espaço de convivência e articulação capaz de transformar encontros em possibilidades concretas de colaboração.

 

Wanessa Bittar com bolsistas do Jardim Botânico da UFJF

Mais do que um evento de networking tradicional, a iniciativa foi concebida como uma experiência de vivência, diálogo e construção coletiva, tendo como eixo a pergunta sobre como fortalecer relações capazes de sustentar uma cultura de resiliência em Juiz de Fora.

Natureza, poesia e território como pontos de partida

Cristina Magdaleno em momento artístico

A programação teve início na Casa Ambiental do Jardim Botânico, com acolhimento dos participantes e uma apresentação poética. A escolha da arte como elemento de abertura buscou ampliar a percepção sobre o território e criar um ambiente de escuta antes da apresentação das iniciativas e oportunidades da RECRIA JF.

Durante a abertura, também foram apresentados os avanços e próximos passos da Carta JF Resiliente, além de uma proposta de mobilização no ambiente digital por meio das redes sociais da Rede Criativa.

A iniciativa parte da compreensão de que uma cidade resiliente não é construída apenas por políticas públicas ou grandes projetos. Ela também depende da capacidade de pessoas, instituições, coletivos e organizações reconhecerem seus papéis, compartilharem conhecimentos e criarem redes de cooperação.

Caminhada Conectiva propõe novo olhar sobre força e fragilidade

Wanessa Bittar e participantes em caminhada conectiva

Um dos momentos centrais do encontro foi a Caminhada Conectiva, realizada no entorno do lago do Jardim Botânico.

Com o tema “Percepção das relações para a cultura da resiliência – Força e Fragilidade”, a atividade convidou os participantes a observar o ambiente e refletir sobre conceitos frequentemente associados à resiliência.

A provocação partiu de uma perspectiva diferente: ser resiliente não significa necessariamente ser forte o tempo inteiro.

A experiência estimulou reflexões sobre flexibilidade, vulnerabilidade, adaptação, interdependência e capacidade de estabelecer relações de apoio.

A natureza tornou-se, assim, um laboratório de percepção. A caminhada mostrou que aquilo que parece frágil também pode possuir uma função essencial dentro de um sistema e que estruturas aparentemente fortes precisam, muitas vezes, de flexibilidade para permanecer.

A proposta reforçou uma compreensão ampliada da resiliência: não como ausência de fragilidade, mas como capacidade de adaptação, aprendizagem e reorganização diante das mudanças.

Roda de Comunicação Compartilhada transforma encontro em possibilidade de parceria

Na segunda parte da programação, a Roda de Comunicação Compartilhada abriu espaço para que participantes apresentassem projetos, demandas e agendas futuras que necessitam de orientação, recursos, divulgação ou novas parcerias.

A dinâmica foi estruturada a partir de inscrições prévias de falas, permitindo que diferentes iniciativas fossem apresentadas ao grupo e pudessem encontrar pessoas, conhecimentos e organizações potencialmente interessadas em colaborar.

O formato reforçou uma das principais características da proposta: o networking não como simples troca de contatos, mas como ferramenta de articulação territorial.

Ao colocar projetos reais em circulação, a Rede Criativa cria condições para que necessidades encontrem capacidades, ideias encontrem parceiros e iniciativas possam ampliar seu alcance.

Uma rede que transforma conexões em movimento

Grupo celebrando o Networking Ambiental

O encontro foi idealizado por Wanessa Dose Bittar, mestra em Artes, Urbanidades e Sustentabilidade pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), estrategista de impacto socioambiental e cultural e integrante do comitê da Rede Criativa de Juiz de Fora.

Sua atuação articula arte, gestão e inovação na criação de metodologias de formação, articulação territorial e desenvolvimento de projetos colaborativos.

Para Wanessa, iniciativas como o Networking Ambiental são importantes porque ajudam a criar uma cultura de colaboração permanente:

“Quando criamos espaços para que pessoas, projetos e conhecimentos se encontrem, não estamos apenas promovendo networking. Estamos criando infraestrutura social para que novas possibilidades possam surgir no território.”

A proposta também reforça uma visão de desenvolvimento em que cultura, sustentabilidade e inovação não são agendas isoladas, mas dimensões que podem se fortalecer mutuamente.

O encontro como início, não como ponto final

Finalização do Networking Ambiental

O encerramento foi dedicado à integração dos participantes e ao convite para que cada pessoa compartilhasse sua experiência nas redes sociais, marcando os participantes, iniciativas envolvidas, a Rede Criativa e o Jardim Botânico.

A ação busca ampliar o alcance das conexões realizadas durante o encontro e criar uma memória coletiva da experiência.

A expectativa é que o Networking Ambiental contribua para fortalecer a Rede Criativa de Juiz de Fora e seus parceiros, ampliar a divulgação das iniciativas socioambientais existentes no território, estimular novas parcerias e fortalecer os próximos passos da Carta JF Resiliente.

Mais do que reunir pessoas em um mesmo espaço, a iniciativa propõe uma pergunta fundamental para o futuro da cidade:

O que podemos construir quando nossas experiências, conhecimentos e propósitos começam a se conectar?

A resposta não está em uma única organização ou projeto. Ela pode estar justamente na rede que se forma quando diferentes pessoas reconhecem que têm algo a compartilhar — e que também podem precisar umas das outras.

Sobre a Rede Criativa de Juiz de Fora

A Rede Criativa de Juiz de Fora (RECRIA JF) atua na articulação de pessoas, iniciativas e conhecimentos relacionados à criatividade, sustentabilidade, cultura e transformação territorial. Por meio de encontros, ações colaborativas e iniciativas de mobilização, busca fortalecer conexões capazes de gerar impacto positivo e ampliar a participação cidadã na construção de uma cidade mais criativa, sustentável e resiliente.

O Networking Ambiental integra esse movimento ao propor a natureza, a arte, a poesia e o diálogo como caminhos para ampliar a percepção sobre o território e transformar conexões em possibilidades de ação.

 

Plataforma da Carta JF Resiliente

https://sites.google.com/view/cartajfresiliente/in%C3%ADcio